
O Hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana, abriu inquérito administrativo para apurar porque o anestesista faltou ao plantão na última sexta-feira (14). Nesse dia, uma mulher com gravidez de alto risco não pode ser atendida e precisou percorrer centenas de quilômetros para dar à luz em um hospital de Salvador. O fato mais intrigante no caso é que o livro de registro do hospital tem a assinatura de anestesistas, como se eles estivessem trabalhando no hospital.
Maria Nilza Bispo Soares, 27 anos, estava grávida de gêmeos e foi obrigada a percorrer quase 400 km para dar à luz. Numa verdadeira aventura que durou 24 horas, ela passou por quatro hospitais, até conseguir ser atendida. O drama de Maria Nilza começou na cidade de Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina.
De lá, a dona de casa enfrentou 200 km até Feira de Santana. No Hospital da Mulher, unidade municipal de saúde especializada em parto de alto risco, Maria Nilza foi informada de que não havia vaga no berçário. Em seguida, ela foi levada para o hospital Clériston Andrade, mas não pôde ser atendida por falta de anestesista.
A família decidiu leva-lá para uma outra unidade de saúde, também conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), onde Maria Nilza foi avaliada por um médico e transferida para o hospital Roberto Santos, em Salvador. A direção da unidade informou que o parto foi realizado. Nasceram dois bebês: um menino e uma menina.